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A Educação em Goa:

February 1, 2009

À entrada do século XIX, o ensino primário voltara a limitar-se às escolas paroquiais e o secundário aos dois seminaries e estabelecimentos congregacionais. Após a proclamação do regime constitucional em 1822, a educação e o ensino tiveram grandes melhorias. O programa das mat”erias ao nível primário e secundário foi reestruturado. Fundaram-se escolas de comarca—três para cada uma das comarcas das Ilhas, Salsete e Bardez. A Academia Militar de Goa, fundada em 1817 foi convertida em Escola Matemática e Militar.

Em 1842 foi criada a Escola Médico-Cirúrgica. Em 1854 foi fundada a Escola Normal bem como o Liceu Nacional de Nova Goa.

O advento da República em 1910 marcou uma nova fase de desenvolvimento do ensino em Goa. Criaram-se vinte escolas de português nas Novas Conquistas, uma escola de marata em Sanquelim, uma de guezerate em Nagar-Aveli, mais escolas nas Velhas Conquistas.

 

A Imprensa periódica e a Evolução do Jornalismo

Foi no ano 1556 que se estableceu em Goa a primeira tipografia, segundo a técnica inventada por Johann Gutenberg. Esse foi o primeiro prelo em toda a Índia. Os pioneiros neste campo, os missionarios jesuítas, tinham em mira propagar pela palavra escrita os ensinamentos da fe cristã. Os Solilóquios Divinos que datam de 1640 e a terceira edição do Purana de 1654 foram as últimas publicações dessas tipografias no século XVII.

Os historiadores notam um hiato em matéria de quaisquer publicações eventualmente saídas dos prelos de Goa, entre os anos de 1654 e 1657, ano em que uma ordem enviada em nome de el-rei pelo Secretário de Estado, Diogo de Mendonca Corte Real, proibiu estabelecer qualquer imprensa « não só particular mas ainda nos conventos, colégios our qualquer outra comunidade por mais privilegiada que seja » (Cunha Rivara, O Cronista de Tissuari, vol2, p.95). Em 1821 a Junta Provisional mandou vir de Bombaim uma tipografia e foi desta que saiu o primeiro jornal oficial Gazeta de Goa que, « além de documentos oficiais, inseria algumas informações da metrópole e do estrangeiro que de qualquer maneira chegassem à Índia ». A partir do ano 1838—ano em que saiu A Biblioteca de Goa, o primeiro jornal literário—começaram a vir a lume várias publicações dedicadas às belas-letras. Seguiram o Enciclopédico, o Compilador, o Mosaico, a Revista Ilustrativa, o Vergel, o Tirocínio Literário; de 1846 a 1848 O Gabinete Literário das Fontaínhas, A Harmonia, O Recreio das Damas, A Harpa do Mandovi, Goa Sociável e a Ilustração Goana. Com a fundação do Instituto Vasco da Gama por Tomás Ribeiro, em 22 de Novembro de 1871, expandiu-se a vida cultural de Goa. Publicaram-se várias revistas literárias, tais como Álbum Literário em 1875, sob a direcção do Padre Narciso Arcanjo Fialho e António Felix Pereira, a Estreia Literária, O Divan Literário. O Ultramar foi o primeiro semnário que veio em 6 de Abril de 1859, sob a direcção de Bernardo Francisco da Costa. Dois anos mais tarde, em 1861, um outro semanário A Índia Portuguesa começou a ser publicado sob a responsabilidade redactorial de Manuel Lourenço de Miranda Franco. O primeiro jornal diário, O Heraldo, foi publicado em 1900, fundado por Aleixo Clemente Messias Gomes. Em 21 de Maio de 1908 António Maria da Cunha que tinha sido director de O Heraldo de 1902 a 1908, lançava um outro diário Heraldo cujo redactor efectivo era o general-médico José Maria da Costa Àlvares. Este diário deixou de ser publicado em 1962.

Em 1 de Dezembro de 1919 apareceu o Diário da Noite, fundado por Luís de Menezes que o dirigiu até 1950, ano em que, por motivo de doença, a sua direcção passou para António de Menezes. Este periódico, o primeiro e o único jornal da tarde, viveu até 1967. O diário A Vida, fundado em 1938 por Sales da Veiga Coutinho, Pedro Correia Afonso, Francisco Correia Afonso, António Colaço, A.F.Peregrino da Costa, marcou no meio social e intellectual de Goa até 1967. Este escol de homens de letras começara, em 1925, a publicar o Suplemento mensal do Heraldo que, em 1931, se transformou no Heraldo dos Domingos.

Luís Menezes de Bragança (1878-1938) batia-se pelas ideias do progresso e da República no Nacionalista e nos semanários O Debate e Pracasha.